quarta-feira

Cruz e Souza: Livre

                                                                                Livre

Livre! Ser livre da matéria escrava,
arrancar os grilhões que nos flagelam
e livre penetrar nos Dons que selam
a alma e lhe emprestam toda a etérea lava.

Livre da humana, da terrestre bava
dos corações daninhos que regelam,
quando os nossos sentidos se rebelam
contra a Infâmia bifronte que deprava.

Livre! bem livre para andar mais puro,
mais junto à Natureza e mais seguro
do seu Amor, de todas as justiças.

Livre! para sentir a Natureza,
para gozar, na universal Grandeza,
Fecundas e arcangélicas preguiças.

Augusto dos Anjos: A esperança

  A esperança A Esperança não murcha, ela não cansa,  Também como ela não sucumbe a Crença.  Vão-se sonhos nas asas da Descrença,  Voltam so...