segunda-feira

Cruz e Souza: Dilacerações

Dilacerações

 Ó carnes que eu amei sangrentamente, 

ó volúpias letais e dolorosas, 
essências de heliotropos e de rosas 
de essência morna, tropical, dolente... 
Carnes, virgens e tépidas do Oriente 
do Sonho e das Estrelas fabulosas, 
carnes acerbas e maravilhosas, 
tentadoras do sol intensamente... 

Passai, dilaceradas pelos zelos, 
através dos profundos pesadelos 
que me apunhalam de mortais horrores... 

Passai, passai, desfeitas em tormentos, 
em lágrimas, em prantos, em lamentos 
em ais, em luto, em convulsões, em dores...

Augusto dos Anjos: A esperança

  A esperança A Esperança não murcha, ela não cansa,  Também como ela não sucumbe a Crença.  Vão-se sonhos nas asas da Descrença,  Voltam so...